História do congregacionalismo


História do Congregacionalismo
O regime de governo eclesiástico conhecido como Congregacional é um sistema onde cada congregação local é autônoma e independente. A igreja local possui autonomia para sua própria reflexão teológica, expansão missionária, relação com outras congregações e seleção de seu ministério. O Congregacionalismo está baseado nos seguintes princípios:
·         Cada congregação de fiéis, unida pela adoração, observação dos sacramentos e disciplina cristã, é uma Igreja completa, não subordinada em sua administração a qualquer outra autoridade eclesiástica senão a de sua própria assembléia, que é a autoridade decisória final do governo de cada igreja local.
·         Não existe nenhuma outra organização ou entidade maior ou mais extensa do que uma Igreja local a quem pode ser dada prerrogativas eclesiásticas ou ser chamada de Igreja.
·         As igrejas locais estão em comunhão umas com as outras, são interdependentes e estão intercomprometidas no cumprimento de todos os deveres resultantes dessa comunhão. Por isso, se organizam em Concílios, Sínodos ou Associações. Entretanto, essas organizações não são Igrejas, mas são formadas por elas e estão a serviço delas.
O Congregacionalismo é o regime de governo mais comum em denominações como Anabatistas, Igreja Batista, Discípulos de Cristo, Igreja de Cristo no Brasil e obviamente a própria denominação que deu nome ao termo: a Igreja Congregacional.

Congregacionalismo na Inglaterra

* Puritanos e Separatistas

         As origens do Congregacionalismo estão no movimento puritano e nos separatistas ingleses. As reformas introduzidas na Igreja Anglicana a partir do reinado de Henrique VIII eram consideradas por muitos como insuficientes e em certos setores havia um claro sentimento de insatisfação e inconformismo e um desejo que a Igreja experimentasse uma reforma mais profunda, se tornar-se mais pura em sua vida, doutrina, governo e liturgia. Foram nessas circunstâncias que surgiram os puritanos, que queriam reformar a Igreja da Inglaterra, tornando-a mais pura, sem contudo deixá-la. Diferentemente dos puritanos, alguns grupos chamados de separatistas começaram a formar comunidades separadas da Igreja da Inglaterra.
As primeiras manifestações históricas de comunidades organizadas sob o regime de governo congregacional surgem entre os separatistas. Em 1561 apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja, defendendo que no governo que Jesus Cristo estabeleceu, com pastores, superintendes e diáconos, todos os verdadeiros pastores têm igual poder e autoridade, e por isso nenhuma igreja deve exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja desse tipo, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570 ele publicou um manifesto intitulado "As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo".
Em 1580 Robert Browne, um clérigo anglicano que tornou-se separatista, junto com o leigo Robert Harrison organizaram em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista. Browne é tido como o primeiro teórico do Congregacionalismo.
Alguns separatistas que se destacam no período foram Henry Barrowe, John Greenwood e John Penry. Um marco importante no período foi a formação de uma congregação em Scrooby, um povoado próximo à Londres. A congregação se reunia na casa de William Brewster. Devido à perseguição religiosa, mudaram-se, assim como muitos outros puritanos e separatistas, para os Países Baixos, e estabeleceram-se na cidade de Leyden, onde escolheram John Robinson como seu pastor. Foi dessa congregação que partiram os Pais Peregrinos, que iniciaram a colonização da Nova Inglaterra.
Dentro do movimento puritano, os que defendiam o princípio da autonomia e independência das igrejas locais eram chamados de independentes. Henry Jacob é um dos primeiros independentes de que se há notícia. No ano de 1616, após retornar dos Países Baixos fundou uma congregação em Southwark.
No ano de 1658, os independentes ingleses, inspirados na Confissão de Fé de Westminster, produziram a Declaração de Savoy sobre Fé e Ordem. Declaração afirmava os princípios congregacionais de autonomia da Igreja local bem como a necessidade de relações fraternas entre essas igrejas locais. Vemos isso em trechos como os abaixo:
"O Senhor Jesus chama do mundo para a comunhão consigo, aqueles que lhe são dados por seu Pai... Aos assim chamados... Ele manda que andem juntos em sociedades ou igrejas locais... A cada uma dessas igrejas assim reunidas... Ele deu todo aquele poder e autoridade, que são de qualquer maneira necessários para levar adiante a ordem no culto e na disciplina, que instituiu... Além dessas igrejas locais, não foi instituída por Cristo nenhuma igreja mais extensa... dotada de poder para... a execução de qualquer autoridade em Seu nome... Está de acordo com a mente de Cristo, que muitas igrejas que mantém comunhão entre si, encontrem-se, mediante seus representantes, em sínodos ou concílios, para considerarem e aconselharem-se... Contudo, esses sínodos assim reunidos não são dotados de nenhum poder eclesiástico, propriamente dito, ou com qualquer jurisdição sobre as igrejas como tais, para exercer quaisquer censuras".
Após o Ato de Uniformidade de 1662, que obrigava o uso de Livro de Oração Comum e exigia a ordenação episcopal dos clérigos, cerca de 2.000 ministros puritanos se viram forçados a deixar a Igreja da Inglaterra. A partir de então os puritanos independentes formaram várias Igrejas Congregacionais.

A União Congregacional da Inglaterra e do País de Gales

Durante o século XIX discutiu-se a formação de uma associação entre as igrejas congregacionais a fim de promover cooperação em áreas como a evangelização. Por isso, em 1831 foi formada a União Congregacional da Inglaterra e País de Gales.
Com o passar do tempo, a estrutura da União Congregacional foi se tornando mais centralizadora, até que em 1967 foi formada a Igreja Congregacional da Inglaterra e do País de Gales, termo que foi considerado por muitos como uma verdadeira contradição dos princípios congregacionalistas, pois, no Congregacionalismo não há uma Igreja Nacional, mas a igreja local é a uma igreja plena, independente de todas as outras igrejas, no seu trabalho e administração.
Algumas igrejas locais, não concordando com essa distorção do Congregacionalismo, formaram a Fraternidade Evangélica de Igrejas Congregacionais (Evangelical Fellowship of Congregational Churches - EFCC, em inglês), que reúne atualmente cerca de 125 igrejas no Reino Unido.

A formação da Igreja Reformada Unida

A Igreja Congregacional da Inglaterra e País de Gales manteve conversações com a Igreja Presbiteriana, até que em 1972 essas duas denominações se fundiram e formaram a Igreja Reformada Unida da Inglaterra. No mesmo ano foi formado o órgão chamado Federação Congregacional (Congregational Federation - CF, em inglês), reunindo igrejas locais que não aderiram à fusão com a Igreja Presbiteriana. Hoje, a CF conta com cerca de 312 igrejas no Reino Unido.
Atualmente, além da EFCC e da CF há várias igrejas congregacionais que não estão filiadas a nenhum órgão associativo.

Congregacionalismo nos Estados Unidos

A história do Congregacionalismo Norte-Americano começou no ano de 1620, com a chegada à Baía de Massachussets dos 102 colonos que partiram da Inglaterra embarcados no navio Mayflower e fundaram a colônia de Plymouth. Dos 102 passageiros do navio, 35 eram membros da Igreja de exilados de Leyden (Holanda), pastoreada por John Robinson. Eles fundaram a primeira igreja do tipo congregacionalista na América.
Pouco tempo depois dos Peregrinos do Mayflower chegarem ao Novo Mundo, a situação na Inglaterra piorou. Charles I assumiu o trono e o novo Arcebispo era William Laud. A perseguição contra os Puritanos na Inglaterra aumentou e, por volta de 1640 , aproximadamente 20 mil Puritanos haviam partido para a América, por causa da liberdade religiosa. Na Inglaterra, eles eram uma parte da Igreja da Inglaterra, mas no Novo Mundo eles estabeleceram congregações independentes, sob a forma de governo congregacionalista.
O Congregacionalismo na América cresceu em sua influência. As primeiras universidades dos Estados Unidos, como Harvard e Yale, foram estabelecidas para treinar pastores Congregacionais. Dartmouth foi estabelecida para treinar missionários Congregacionais, afim de que pudessem evangelizar os índios.
Por volta de 1734 houve um avivamento na região da Nova Inglaterra liderado por Jonathan Edwards, pastor de uma igreja Congregacional em Northampton. Esse avivamento, que ficou conhecido como Primeiro Grande Despertamento, se espalhou por toda a região, mas também levantou a resistência de alguns opositores.
Como não haviam instituições superiores que assegurassem uma uniformidade doutrinária entre as congregações, as Igrejas Congregacionais se tornaram diversificadas do que outras igrejas Reformadas. Nos séculos XVIII e XIX, muitos pastores e igrejas Congregacionais tornaram-se unitarianos, negando a doutrina da Trindade. O Unitarianismo, que fora intorduzido em Boston por volta de 1776, em 1815 já havia sido adotado por 12 das 14 igrejas Congregacionais da cidade. O mesmo aconteceu com o resto de Massachussets, onde 96 igrejas se passaram para o novo credo e muitas outras, diminuídas de seus membros, tiveram que reiniciar suas atividades com os poucos que restaram. As igrejas foram divididas em evangélicas (ou conservadora) e liberais. As igrejas mais liberais mudaram-se rapidamente para o Unitarianismo.
Os congregacionais norte-americanos também estavam na dianteira da atividade missionária tanto nacional como estrangeira. Logo no ano de 1640, já haviam missionários pregando aos indígenas. A primeira Bíblia publicada no Novo Mundo foi de uma tradução indígena. David Brained foi um dos primeiros missionários entre os indígenas. Em 1798, a primeira sociedade missionária nacional foi organizada na América. Seu objetivo era “cristianizar os indígenas da América do Norte, manter e promover o conhecimento cristão nos novos povoados dentro dos Estados Unidos”. Em 1826, a Sociedade Missionária Nacional Americana foi reformada, a qual tornou-se depois a Sociedade Missionária Nacional Congregacional. Grupos de estudantes seminaristas foram enviados para o oeste para implantar novas Igrejas.
O começo do movimento missionário moderno está também ligado aos Congregacionais e ao histórico Encontro de Oração de Haystack. Uma noite, um grupo de estudantes avistou um abrigo debaixo de um monte de feno durante uma tempestade. E naquele lugar eles oravam e foram avivados com zelo missionário. Daquela reunião de oração, foi proposta em 1819 a ciração da Junta Americana de Comissionados para Missões Estrangeiras, que se tornou uma realidade em 1812.
No início do século XIX, na marcha para o Oeste, a fim de promover cooperação na evangelização nas novas fronteiras, foi celebrado entre os congregacionais e os presbiterianos um Plano da União, através do quaal ministros de uma das denominações poderiam servir na outra. Entretanto, durante os 50 anos de funcionamento do Plano, cerca de 2.000 igrejas se tornaram presbiterianas.
Foi por volta de 1870 que as igrejas congregacionais se organizaram nacionalmente no Concílio Geral de Igrejas Congregacionais.
Em 1931 o Concílio Geral das Igrejas Congregacionais se uniu à Convenção Geral da Igreja Cristã, formando o Concílio das Igrejas Cristãs Congregacionais.
Na década de 1940, um grupo de pastores e igrejas Cristãs Congregacionais começaram a reagir ao liberalismo teológico que era predominante e à possibilidade que estava sendo discutida de união entre as igrejas Congregacionais com uma denominação não-congregacional. Por isso, em 1948, um grupo de pastores e igrejas formou uma nova denominação - a Conferência Cristã Congregacional Conservadora , que conta atualmente com cerca de 280 igrejas locais nos EUA, e está filiado à WECF - Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional , da qual também faz parte a Fraternidade Evangélica de Igrejas Congregacionais da Inglaterra.
Em 1957, o Concílio de Igrejas Cristãs Congregacionais dos EUA se uniu à Igreja Reformada e Evangélica e formou a atual Igreja Unida de Cristo, que é uma das denominações mais liberais dos Estados Unidos. A maioria das Igrejas Congregacionais dos Estados Unidos hoje em dia são membros da Igreja Unida de Cristo.
Outro grupo de igrejas Congregacionais formado a partir do surgimento da Igreja Unida de Cristo foi a Associação Nacional de Igrejas Cristãs Congregacionais (National Association of Congregational Christian Churches - NACCC).

Congregacionalismo no Brasil

O Congregacionalismo brasileiro não tem suas origens históricas no Congregacionalismo Britânico ou norte-americano, mas sim no trabalho missionário indenominacional realizado pelo médico-missionário escocês de origem presbiteriana Robert Reid Kalley e sua esposa Sarah Poulton Kalley, que chegaram ao Brasil em 1855. Eles começaram um trabalho de evangelização e mais tarde fundaram, no Rio de Janeiro, a Igreja Evangélica Fluminense (11/07/1858), a Igreja Evangélica Pernambucana, no Recife, e uma congregação que se tornou Igreja Evangélica de Niterói (1863,atual 1ª Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói). Todas essas igrejas eram apenas igrejas evangélicas brasileiras, sem nenhum vínculo denominacional com igrejas no exterior.
Apesar de ter sido batizado na Igreja da Escócia (presbiteriana), Kalley não possuía vínculos com nenhuma denominação. Em certa ocasião Kalley escreveu: "eu não sou presbiteriano e nem estou em contato com qualquer tipo de igreja - sou irmão de qualquer cristão independente de sua denominação" [1] Neste ponto, suas crenças eram bem parecidas com a dos Irmãos de Plymouth (Casa de Oração), que, no Brasil, teve origem na mesma Igreja Evangélica Fluminense. Em outros pontos, como atestado pelo Dr. Kalley no folheto "Darbismo", ele discordava dos Irmãos de Plymouth, por exemplo quanto ao Dispensacionalismo, doutrina a que o Reverendo se opunha radicalmente.
Ao estabelecer igrejas no Brasil, Kalley se afastou da tradição presbiteriana, rígida em matéria de organização eclesiástica, e introduziu uma estrutura congregacionalista, onde cada igreja local é independente e autônoma. Além disso, Kalley deixou também a prática do batismo de recém-nascidos, que é realizado tanto por presbiterianos quanto por congregacionais de outros países. Por causa disso, algumas pessoas identificaram as igrejas que Kalley fundou como batistas. Quando o missionário William Bowers foi enviado ao Recife para pastorear a Igreja Evangélica Pernambucana, por um equívoco foi divulgado que ele estava sendo ordenado para o pastorado de uma igreja batista. Acerca disso Kalley se pronunciou e escreveu enfaticamente demonstrando sua desaprovação:
"Desde o início o nome da igreja tem sido, 'Igreja Evangélica', e ela é filha da Igreja Evangélica do Rio, e nenhuma das duas têm sido igrejas batistas... Eu não sou batista; não tenho nada a ver com diferenças denominacionais... Eu sabia que ele [Bowers] foi batizado como crente e que se opõe ao batismo de crianças. Eu sabia que ele não considera a imersão como essencial ao batismo cristão em água, e me dispus a conduzi-lo ao pastorado da igreja sem nenhuma inovação, e fiquei feliz por poder ajudá-lo a ir e trabalhar como ministro cristão (como eu sempre tenho sido), sem restrições denominacionais" [2]
Era dessa forma que Kalley definia a si mesmo: um ministro cristão, sem restrições denominacionais. Ainda acerca da Igreja Evangélica Pernanbucana, Kalley escreveu em outra ocasião:
"A Igreja Evangélica Pernambucana não pertence a nenhuma denominação estrangeira; não é presbiteriana porque esta considera válido o batismo romano e pratica o batismo de crianças; aproxima-se mais da denominação batista, mas prefere ter a liberdade de admitir à comunhão qualquer crente fiel e obediente ao Senhor... É, pois, uma igreja evangélica brasileira" [3].
Em 1913, as Igrejas originadas do trabalho de Kalley se agruparam na União de Igrejas Evangélicas Indenominacionais do Brasil, que mais tarde, depois de várias mudanças de nome, seria chamada de União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil (UIECB). O termo "Congregacional" foi adotado por essas igrejas (apesar da resistência inicial) para designar o regime de governo pelo qual são regidas, e não para indicar suas origens históricas, uma vez que essas igrejas são fruto de um trabalho indenominacional, sem nenhuma relação com as Igrejas Congregacionais Britânica ou Norte-Americana.
Sobre a obra Congregacional no Brasil, Erasmo Braga, estudioso do protestantismo brasileiro, escreveu em 1931: "Sua característica peculiar é o fato de que se trata de um movimento inteiramente nacional, que nunca esteve eclesiasticamente sujeito ou foi financeiramente dependente de qualquer sociedade estrangeira e representa na América Latina uma tendência muito significativa, a saber, uma resposta de mentes ibero-americanas ao Evangelho que não pode ser atribuída à atividade missionária estrangeira"[4].
A UIECB junto com a AIECB (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil), constituem as duas principais e maiores fraternidades do Congregacionalismo brasileiro. A UIECB, porém, tem sofrido algumas divisões recentes, geralmente relacionadas com sua modernização e com o distanciamento das doutrinas Calvinistas que caracterizam o Congregacionalismo histórico. A AIECCB (Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Conservadoras do Brasil)e a AICK (Aliança das Igrejas Congregacionais Kalleyanas) são dois frutos destas divisões.
As Igrejas originadas do trabalho de Kalley, subscrevem como declaração de fé a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Elas batizam adultos por aspersão, não batizam crianças (exceto a AICK), e em seu corpo eclesiástico possuem pastores, presbíteros e diáconos.
Os grupos congregacionalista brasileiros são:
·         Igreja Cristã Evangélica do Brasil, que por algum tempo esteve associada com a UIECB.
·         Igreja Evangélica Congregacional do Brasil, de origem alemã pietista, sua presença está concentrada em sua maior parte na Região Sul do Brasil.
·         Associação das Igrejas Evangélicas Congregacionais Conservadoras do Brasil (AIECCB) - formada em 1998 em uma assembléia realizada na Igreja Congregacional da Avenida Canal em Campina Grande - PB.
·         Associação das Igrejas Congregacionais Kalleyanas (AICK) - formada em 2008 em uma assembléia realizada na Segunda Igreja Congregacional de Magé - RJ.
·         União das Igrejas Congregacionais Fundamentalistas do Brasil (UICFB) - Organizada em 01 de Novembro de 1964 em Umuarama - Pr.
A UIECB é um dos membros fundadores da Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional.

Congregacionalismo em outros países

·         Austrália
Em 1977, maioria das igrejas que formavam a União Congregacional da Austrália fundiram-se com a Igreja Metodista da Australásia e com a maior parte das congregações da Igreja Presbiteriana da Austrália para formar a Igreja Unida na Austrália. As igrejas Congregacionais que não aderiam à fusão formaram a Fraternidade de Igrejas Congregacionais (Fellowship of Congregational Churches - FCC). Em 1995, algumas igrejas com posicionamentos mais ecumênicos deixaram a FCC e formaram a Federação Congregacional da Austrália.
·         Nova Zelândia
Em 1969, a maioria das congregações da União Congregacional da Nova Zelândia decidiram se filiar à Igreja Presbiterianas. A União Congregacional ficou reduzida a um número muito pequeno de igrejas, que atualmente são cerca de 14.
·         Canadá
Em 1925, a A Igreja Unida do Canadá foi formada pela fusão das igrejas Congregacionais, igrejas Metodistas, e dois terços das congregações da Igreja Presbiteriana do Canadá. Em 1988, algumas congregações deixaram a Igreja Unida do Canadá por crerem que essa denominação estava se afastando do cristianismo bíblico e formaram as atuais Igrejas Cristãs Congregacionais do Canadá.
·         Irlanda
A União Congregacional da Irlanda foi fundada no início do século XIX e conta atualmente com 29 igrejas.
·         A Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional
Em 1986 algumas associações nacionais de igrejas Congregacionais evangélicas formaram a Fraternidade Mundial Evangélica Congregacional, da qual tanto a UIECB como a AIECB são membros.

[editar] Relações com outras denominações

Histórica e teologicamente as Igrejas Congregacionais fazem parte da família Calvinista e muitas das denominações são afiliadas com a Aliança Mundial de Igrejas Reformadas, entidade que mantém a comunhão das denominações Reformadas, Congregacionais e Presbiterianas.
A diferença entre o Congregacionalismo e o Presbiterianismo está que o primeiro adota a crença da autonomia total das igrejas locais; não aceitam credos e confissões como regras de fé, mas como sínteses do pensamento comum de uma igreja; celebram o culto com espontaneidade em uma ordem estabelecida, mas sem fixar liturgias.

Congregacionalistas Famosos

·         Thomas Goodwin
·         Isaac Watts
·         William Perkins
·         Jonathan Edwards
·         John Owen
·         Martyn Lloyd-Jones
·         C.H. Dood
·         Dwight L. Moody
·         John Cotton
·         Cotton Mather
·         Bill Gates
·         H. Richard Niebuhr
·         Reinhold Niebuhr
·         Walt Disney
·         John Milton
·         Thomas Edison
·         Robert Reid Kalley
·         Oliver Cromwell
·         Frank Land
·         Washington Luiz

Referências

1.   Forsyth, William B., Jornada no Império: Vida e Obra do Dr. Kalley no Brasil. São José dos Campos: Fiel, 2006, pg. 65,66.
2.   Every-Clayton, Joyce E. Winifred, Um grão de mostarda... documentacumentando os inícios da Igreja Evangélica Pernambucana, pg. 88.
3.   Every-Clayton, Joyce E. Winifred, Um grão de mostarda... documentacumentando os inícios da Igreja Evangélica Pernambucana, pg. 69.
4.   Erasmo Braga e Kenneth G. Grubb, The Republic of Brazil: A Survey of the Religious Situation (Londres: World Dominion Press, 1932), 57

Ligações Externas

·         [http://www.primeiraiecn.com.br / 1ª Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói)
·         [http://www.fcc-cong.org/ Fellowship of Congregational Churches - Australia}

 Quem Somos

   
A Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, fundada em 10 de agosto de 1967, é uma organização paraeclesiástica sem fins lucrativos que tem os seguintes objetivos básicos definidos em seus instrumentos normativos: a) promover o amor fraternal entre as Igrejas a ela filiadas; b) Incentivar os interesses espirituais e temporais das igrejas, colaborando na coordenação dos mesmos; c) Fundar e administrar instituições de ensino; d) Fazer parceria com orfanatos, creches, asilos e estabelecimentos congêneres.

A ALIANÇA como é conhecida foi organizada por um grupo de Pastores (Jônatas Ferreira Catão, Raul de Souza Costa, José Quaresma de Mendonça, Isaías Correia dos Santos, João Barbosa de Lucena, Moisés Francisco de Melo e Geraldo Batista dos Santos) que foi excluído da União de Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil por questões de natureza teológica (Batismo com o Espírito Santo considerado uma segunda bênção e as manifestações carismáticas dos dons espirituais), exceto o Pastor Geraldo Batista dos Santos que se desligou da UNIÃO voluntariamente.

A ALIANÇA hoje tem oitenta e uma Igrejas filiadas ao seu quadro de Igrejas espalhadas nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal e cento e vinte Pastores no seu quadro de Ministros, além de Missionários, Evangelistas e Presbíteros.

Os negócios da ALIANÇA são geridos pelos Concílios Regionais e Nacional bem como pelas diretorias eleitas de dois em dois anos.

A estrutura administrativa da ALIANÇA é constituída por uma Diretoria Nacional composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretário Executivo, Tesoureiro, 1º e 2º Secretário, Presidente do Conselho de Pastores e dos Presidentes das Regionais; e de Diretorias Regionais (1ª, 2ª e 3ª) compostas de Presidente, Vice-Presidente, Tesoureiro, 1º e 2º Secretário.

A execução do trabalho (atividades específicas) é feita pelos Departamentos da ALIANÇA, dez ao todo: Departamentos de Auxiliadora Congregacional, Departamento Nacional de Mocidades Evangélicas Congregacionais, Departamento Nacional de Adolescentes Evangélicos Congregacionais, Departamento de Orientação Missionária, Departamento Contábil/Financeiro, Departamento Jurídico, Departamento de Educação Religiosa, Departamento Teológico, Departamento de Missionárias e Departamento de Homens.

A ALIANÇA tem como princípios doutrinários Os Vinte e Oito artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, com pequenas variâncias, notadamente na questão pneumatológica.

A ALIANÇA tem sede e domicílio na cidade de João Pessoa, Rua Duque de Caxias, Edifício Régis, 470, Sala 1201 – Centro. A Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, fundada em 10 de agosto de 1967, é uma organização paraeclesiástica sem fins lucrativos que tem os seguintes objetivos básicos definidos em seus instrumentos normativos: a) promover o amor fraternal entre as Igrejas a ela filiadas; b) Incentivar os interesses espirituais e temporais das igrejas, colaborando na coordenação dos mesmos; c) Fundar e administrar instituições de ensino; d) Fazer parceria com orfanatos, creches, asilos e estabelecimentos congêneres.

A ALIANÇA como é conhecida foi organizada por um grupo de Pastores (Jônatas Ferreira Catão, Raul de Souza Costa, José Quaresma de Mendonça, Isaías Correia dos Santos, João Barbosa de Lucena, Moisés Francisco de Melo e Geraldo Batista dos Santos) que foi excluído da União de Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil por questões de natureza teológica (Batismo com o Espírito Santo considerado uma segunda bênção e as manifestações carismáticas dos dons espirituais), exceto o Pastor Geraldo Batista dos Santos que se desligou da UNIÃO voluntariamente.

A ALIANÇA hoje tem oitenta e uma Igrejas filiadas ao seu quadro de Igrejas espalhadas nos Estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia, Sergipe, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso e Distrito Federal e cento e vinte Pastores no seu quadro de Ministros, além de Missionários, Evangelistas e Presbíteros.

Os negócios da ALIANÇA são geridos pelos Concílios Regionais e Nacional bem como pelas diretorias eleitas de dois em dois anos.

A estrutura administrativa da ALIANÇA é constituída por uma Diretoria Nacional composta de Presidente, Vice-Presidente, Secretário Executivo, Tesoureiro, 1º e 2º Secretário, Presidente do Conselho de Pastores e dos Presidentes das Regionais; e de Diretorias Regionais (1ª, 2ª e 3ª) compostas de Presidente, Vice-Presidente, Tesoureiro, 1º e 2º Secretário.

A execução do trabalho (atividades específicas) é feita pelos Departamentos da ALIANÇA, dez ao todo: Departamentos de Auxiliadora Congregacional, Departamento Nacional de Mocidades Evangélicas Congregacionais, Departamento Nacional de Adolescentes Evangélicos Congregacionais, Departamento de Orientação Missionária, Departamento Contábil/Financeiro, Departamento Jurídico, Departamento de Educação Religiosa, Departamento Teológico, Departamento de Missionárias e Departamento de Homens.

A ALIANÇA tem como princípios doutrinários Os Vinte e Oito artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo, com pequenas variâncias, notadamente na questão pneumatológica.

A ALIANÇA tem sede e domicílio na cidade de João Pessoa, Rua Duque de Caxias, Edifício Régis, 470, Sala 1201 – Centro.
21.05.2008 - 09:48:00
ATUAÇÃO MISSIONÁRIA DO CASAL KALLEY
Gostaria de apontar algumas atitudes que marcaram a atuação missionária do casal Kalley, buscando extrair algumas implicações práticas para a nossa postura como congregacionais diante dos desafios missionários que temos no século XXI.
A primeira delas é o amor, gerado por Deus, em seus corações pela obra missionária no Brasil. Mesmo ele sendo um experiente médico e sua esposa uma mulher que havia recebido uma excelente educação na Europa resolve vir ao Brasil. Aonde estariam enfrentado profundas dificuldades. Sem a paixão pelas almas perdidas, sem o amor a glória de Deus em todas as nações jamais se realiza a obra missionária.
Uma outra prática foi a de implantar uma igreja independente das agências missionárias européias e norte americanas. Esta atitude já evidência a maturidade missionária do Dr. Kalley. Desejando despertar à formação de líderes do próprio país para que a igreja caminhasse de forma autóctone. Ao contrário do que aconteceu com as igrejas presbiterianas do Brasil que por muitos anos estiveram engessadas pelas imposições arbitrárias das lideranças Norte Americanas. O Dr. Kalley em sua prática missionária reafirma o princípio da “sola Scriptura”, ao utilizar a proclamação das Escrituras como meio para alcançar as vidas e também através da venda e distribuição de Bíblias que foi uma das estratégias utilizadas no Brasil para a divulgação das verdades do evangelho ocultadas pela igreja católica romana que tinha a missa apenas no latim e proibia que os fiéis possuíssem um exemplar das Escrituras.
Uma outra característica que deve ser destaca na atuação missionária do Dr. Kalley foi sua preocupação na fundamentação teológica das igrejas implantadas no Brasil. Em 1876, ele preparou os 28 artigos que são até hoje a base doutrinaria dos congregacionais brasileiros. Não se faz missões saudáveis sem uma boa teologia. Ele quebra a dicotomia entre missões e teologia. Aproxima uma da outra. Não separa o que Deus uniu.
Não podemos deixar de nos preocupar com a ortodoxia doutrinária. Em sermos uma denominação não apenas carismática, mas também ortodoxa. Uma igreja que não apenas vive os sinais e maravilhas, mas a sã doutrina. Uma igreja preocupada em ensinar: A humanidade e a divindade de Jesus. Duas naturezas numa só pessoa. A triunidade de Deus. A unidade de Deus e a unidade da Igreja. A diversidade em Deus a diversidade na Igreja. Uma igreja aberta à pluralidade ministerial.
Vale salientar também o empenho do Doutor em tentar conseguir através de sua aproximação as autoridades brasileiras, como o próprio D. Pedro II, do qual se tornou amigo, direitos sociais que estariam sendo negados a brasileiros que se tornassem protestantes. Aprendemos com esta postura que a missão deve ser sempre integral. Ou seja, mesmo sabendo que a ênfase deve estar na evangelização dos indivíduos para a salvação eterna, a prática missionária não deve excluir as questões de ordem social, cultural, política e econômica. De maneira que a atuação missionária da igreja se torne relevante para o contexto em que ela está inserida tornando-se assim de fato sal da terra e luz do mundo.  
Mesmo priorizando a leitura e pregação da Palavra como veículo para a salvação das pessoas. O casal investiu em uma outra estratégia que foi a elaboração de um hinário. O hinário serviu como instrumento de propagação das verdades eternas do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo de maneira mais lúdica e de uma força pedagógica significativa porque havia muitos analfabetos no Brasil que não conseguiam ler a Bíblia mais facilmente aprendiam através da melodia as letras teológicas dos hinos cantados em todos os cultos congregacionais. Aprendemos com isto que é possível dialogarmos com as novas estratégias e métodos de evangelização sem, contudo, mudar ou acrescentar o conteúdo da mensagem evangélica. É preciso lembrar que Deus também se utiliza de nossa criatividade e das habilidades artísticas de seu povo para torna as suas verdades conhecidas.
Foram 21 anos de atuação missionária do casal Kalley no Brasil (1855 – 1876) isto nos faz perceber um outro elemento: PERSEVERANÇA. Nenhum projeto missionário se realiza onde não exista perseverança. Perseverança diante das dificuldades, das lutas. Os que desistem jamais realizam alguma coisa. Não desistiram antes de ver uma igreja implantada e fortificada no Brasil.  
Uma outra palavra que sintetiza o trabalho missionário do casal Kalley é: ABRANGÊNCIA. Não era uma ação missionária voltada apenas para o templo. Por outro lado não era uma missão que menosprezava o templo. Havia uma amplitude de alcance.
Como congregacionais hoje, não podemos ser uma Denominação preocupada apenas com os nossos templos e fechada dentro de quatro paredes. Precisamos alcançar as nações, os índios, ribeirinhos, os sertanejos, utilizar os meios de comunicação que potencialize a divulgação do evangelho. . Não podemos por outro lado ser uma igreja que despreza o culto, o ajuntamento solene. É necessário equilíbrio.
A pratica missionária dos Kalleys no Brasil foi ao mesmo tempo DIDÁTICA E KERIGMÁTICA. Uma ação missionária que investia no ensino. Na catequese, na instrução. Mas também na proclamação do evangelho. Utilizando a pregação bíblica como instrumento de Deus para o crescimento da igreja brasileira. Portanto era uma missão kerigmática.
Portanto, Precisamos equilibrar didaque e kerigma em nossa realização evangelística.
          Que Deus nos ajude. Só a Deus glória
Pr. Moisés Alves
Fonte – Jornal da Aliança
03.07.2009 - 21:15:00
2º Encontro Nordestino de Missões

     A U.I.E.C.B e ALINAÇA de Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, numa decisão histórica realizam juntas um grande evento valtado para missões. Trata-se de um esforço conjunto visando à celebração da unidade e o cumprimento da missão.
QUEM SÃO OS CONGREGACIONAIS?
M. Bernardino Filho


     Robert Reid Kalley (1809-1888) médico escocês, natural de Mount Florida, nos arredores de Glasgow, nasceu no dia 8 de setembro de 1809. Pouco se sabe acerca de sua infância. Era filho de Robert Kalley, abastado negociante, e Jane Reid Kalley, que pertencia à Igreja Presbiteriana da Escócia.
  
     Em 1829 tirou o diploma de cirurgião e farmacêutico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Glasgow, tendo feito os seus estudos práticos no Hospital Real dessa cidade. Era ateu mas graças ao testemunho de uma cliente foi conduzido a estudar cuidadosamente as Escrituras Sagradas. Esses estudos o conduziram à conversão.


     À princípio Kalley pretendia evangelizar a China, mas, em conseqüência do grave estado de saúde de sua esposa, resolveu ir para a Ilha da Madeira, na costa portuguesa, onde chegou em 1838. No ano seguinte foi ordenado ao ministério pastoral, no dia 8 de julho. Em 1840 fundou um hospital. Em 1843 foi preso acusado de apostasia, heresia e blasfêmia, crime considerado inafiançavel e permanecendo preso por 5 meses.
  
     Em agosto daquele mesmo ano teve início uma terrível perseguição. Kalley saiu de casa disfarçado de camponês. Sua esposa e parentes se refugiram no consulado britânico. Sua casa foi invadida e destruída por homens que tinham ido eliminá-lo. Sem outra alternativa, foi deitado em uma rede disfarçado de velhinha enferma e transportado para bordo de um navio inglês que partiria para as Índias Ocidentais.


     Em dezembro de 1852 casou-se com D. Sarah Poulton Kalley. Sua primeira esposa, Mrs. Margareth Kalley falecera em 1851. Partiu para os Estados Unidos onde foi visitar aos madeirenses que ali se haviam refugiado por causa das perseguições. Passou com eles o inverno de 1853/54.
  
     Em 9 de abril de 1855 partiu com destino ao Brasil. Ele ficara impressionado com este país por conta da leitura de um livro publicado em 1845 pelo Rev. Daniel P. Kidder “Reminiscências de viagens e Permanências nas Províncias do Sul e Norte do Brasil” . Enquanto esteve em Ilinnois Kalley leu esta obra e ficou impressionado com a descrição da cidade do Rio de Janeiro e outros lugares.
  
     Em 10 de maio de 1855 aportava no Rio de Janeiro o vapor Great Western da mala real inglesa. Nele vinham, entre outros passageiros, o Dr. Kalley e sua esposa, D. Sarah, para iniciarem nessa terra um trabalho que duraria 21 anos e 57 dias.
  
     O Rio de janeiro de 1855 era uma cidade com cerca de 300 mil habitantes. Haviam cerca de 50 igrejas e capelas espalhadas pela cidade. A religião do império era a católica. Kalley, chegado ao Rio foi instalar-se em Petrópolis, numa mansão conhecida como GERNHEIM, que significa, “Lar muito amado”, antes habitada pelo embaixador dos EUA, Mr. Webb.
  
     Em 19 de agosto de 1855, um domingo à tarde, Kalley e sua esposa instalaram em sua residência a primeira classe de Escola Dominical, contando com cinco crianças, filhos dos Webbs e do sr Carpenter. Foi contada a história do profeta Jonas.
  
     Com o desenvolvimento do trabalho, Kalley escreveu para amigos e antigos companheiros de Ilinnois, convidando-os a virem auxiliá-lo no Brasil. O primeiro a chegar foi Wiliam Pitt, inglês que fora aluno de D. Sarah em Illinois (EUA). Pouco depois vierem Francisco da Gama e sua mulher, D. Francisca, Francisco de Souza Jardim e família.
  
     O primeiro crente batizado pelo Dr. Kalley foi o sr. José Pereira de Souza Louro, em 8 de novembro de 1857. Mas foi em 11 de julho de 1858 que ele organizou a primeira igreja evangélica de regime congregacionalista no Brasil: A Igreja Evangélica Fluminense. Foi organizada com 14 membros tendo sido batizado naquele dia o sr. Pedro Nolasco de Andrade, primeiro brasileiro batizado por Kalley.


     Sua origem era presbiteriana, tendo sido batizado na Igreja Presbiteriana da Escócia. Mas no Brasil ele não organizou uma igreja nos moldes presbiterianos. No entanto há o que se distinguir entre ser presbiteriano eclesiasticamente e ser calvinista em teologia. Kalley não se converteu ao congregacionalismo. Foi aos poucos que ele foi assumindo o jeito de ser congregacional. Lentamente desenvolveu um conceito de povo de Deus - Igreja - diferente do conceito calvinista. Quando veio para o Brasil depois de passar algum tempo nos Estados Unidos, sua convicção congregacionalista em matéria de organização e caráter da igreja local, já estava bem definida: não batizava mais crianças, organizou igrejas autônomas - Igreja Evangélica Fluminense, 1858 e, Igreja Evangélica Pernambucana, 1873 - independentes entre si e estabeleceu presbíteros e diáconos.
  
     Em 1829 tirou o diploma de cirurgião e farmacêutico pela Faculdade de Medicina e Cirurgia de Glasgow, tendo feito os seus estudos práticos no Hospital Real dessa cidade. Era ateu mas graças ao testemunho de uma cliente foi conduzido a estudar cuidadosamente as Escrituras Sagradas. Esses estudos o conduziram à conversão.

5. A PRIMEIRA CONVENÇÃO

     Em 6 de julho de 1913 o Rev. Francisco Antônio de Souza liderou a organização da Primeira Convenção das igrejas de governo congregacional, estando presentes 13 igrejas: Fluminense, Pernambucana, Niterói, Passa três, Caçador, Encantado, Vitória de Santo Antão, Jaboatão, Monte Alegre, Paranaguá, Paracambi, Paulistana e Santista. Nessa Convenção decidiu-se fundar um Seminário para evitar que os vocacionados continuassem a ter necessidade de estudar no exterior. A fundação do Seminário Teológico Congregacional do Rio de Janeiro se deu em 3 de março de 1914.


     1913 - União das Igrejas Evangélica Indenominacionais
     1916 - Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais Brasileiras e Portuguesas
     1919 - União das Igrejas Evangélicas Que Aceitam os 28 Artigos da Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo
     1921 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil e Portugal
     1923 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais Indepen-dentes
     1924 - União Evangélica Congregacional Brasileira
     1934 - Federação Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
     1934 - União Evangélica Congregacional do Brasil e Portugal
     1941 - União de Igrejas Evangélicas do Brasil
     1942 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil
     1968 - Igreja Evangélica Congregacional do Brasil
     1969 - União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil


     Autonomia da Igreja local. Desse princípio se derivam todos os outros.
     A sede da autoridade decisória final do governo eclesiástico está colocada na Assembléia dos membros da Igreja local.
     Quem possui as prerrogativas eclesiásticas é a igreja local e esta não pode ser sacrificada em favor de qualquer outro princípio.


     A partir de 1942 houve a fusão de duas denominações evangélicas brasileiras: a Igreja Cristã Evangélica do Brasil (ICEB) e a União das Igrejas Evangélicas do Brasil, de governo congregacional, se fundiram numa denominação que veio a se chamar União das Igrejas Evangélicas Congregacionais e Cristãs do Brasil (UIECCB). Esta união durou até janeiro de 1968. Em 1969 foi aprovada a nova Constituição da nova entidade que agregara os congregacionais do norte e do sul do país - União das Igrejas Evangélicas e Congregacionais do Brasil.
     Começou então um período de consolidação nacional. Foram remodelados os quadros administrativos da UIECB que contava com 177 igrejas espalhadas por vários estados do Brasil. Estas igrejas foram divididas em 15 regiões administrativas, e também:
     Foi adquirida uma sede própria. Adquire-se uma gráfica para impressão da literatura denominacional.
     Começa-se um despertamento missionário com abertura de campos em vários lugares do Brasil.
     De 1969 até o presente exerceram a presidência da UIECB os seguintes pastores:
          - Rev. Theodoro José dos Santos - 1969-1973;
          - Rev. Daniel Gonçalves Lima - 1973-1977;
          - Rev. Deneci Gonçalves da Rocha - 1977-1983;
          - Rev. Jair Álvares Pintor - 1983-1985;
          - Rev. Vanderli Lima Carreiro - 1985-1989;
          - Rev. Amaury de Souza Jardim - 1989-1991;
          - Rev. Paulo Leite da Costa - 1991 até os nossos dias.

     A partir de 1992 a Sede da União passou a funcionar à sua Visconde de Inhaúma, 134, Salas 1307-1309, Centro, Rio de Janeiro. Em janeiro de 2001 o décimo-nono andar foi adquirido por nossa denominação neste mesmo prédio. Ali está toda a administração da UIECB e onde se realizam também as reuniões da Junta Geral, aos terceiros sábados de meses ímpares. O externato do SETCRJ passou a utilizar as dependências do décimo-terceiro andar.

A UIECB possui os seguintes departamentos:

     1. Departamento de Atividades Ministeriais (DAM);
     2. Departamento de Educação Teológica (DET);
     3. Departamento de Evangelização e Missões (DEM);
     4. Departamento de Educação Religiosa e Publicações (DERP).

     A UIECB conta hoje com cerca de 380 igrejas filiadas e mais de 500 ministros ordenados. A denominação que durante mais de cem anos foi alvo de missões estrangeiras, hoje faz Missões no Brasil e no Exterior, tendo alcançado todos os estados brasileiros e nações como Portugal, Espanha, Turquia, Jordânia, Moçambique, Angola e Guiné Bissau.
     Mas não apenas a Denominação faz Missões: igrejas locais, sozinhas ou em parcerias, tem enviado obreiros para várias partes do Brasil e do Mundo.


     - O Cristão - jornal centenário, fundado em 20 de janeiro de 1892;
     - Revista Atitude Missionária - Orgão oficial do Departamento de Evan-gelização e Missões;
     - Revista Vida Cristã - órgão oficial da Confederação das Uniões A. Femininas;
     - Revista O Exemplo Jovem - órgão oficial da Mocidade Congregacional;
     - Revista O Varonil - órgão oficial dos Homens Congregacionais.

     Os congregacionais da UIECB não são os únicos congregacionais no Brasil. Há pelo menos quatro outros grupos congregacionalistas: Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, em sua maior parte, centralizada no Nordeste; Igrejas Congregacionais Independentes, em pelo menos dois grupos distintos, no Rio de Janeiro; e Igreja Congregacional do Brasil, com sede em Ijuí, Rio Grande do Sul.
     Ultimamente esforços tem sido desprendidos no sentido de um convívio mais aproximado entre todos esses grupos. Púlpitos tem sido trocados e intercâmbio tem se evidenciado à nível denominacional.


a) Alexander Telford - Artigos em “O Cristão” de 31 de agosto, 15 e 30 de setembro de 1916.

b) Atas de nossas primeiras convenções, até 1923, onde importantes princípios congregacionalistas, quer em respostas a questões levantadas quer em doutrina defendida em teses, são unanimemente aprovadas.

c) Francisco Antônio de Souza: 44 artigos publicados em “O Cristão”, entre 15 de setembro de 1914 e 31 de janeiro de 1917 (série inacabada sobre Princípios do Congregacionalismo e Eclesiologia).

d) R.W. Dale - “A Manual of Congregational Principles”. É um clássico do Congregacionalismo. Publicado em Edimburgo em 1884, deve ter sido lido pelo Dr.Kalley e foi em parte traduzido pelo Rev. Francisco de Souza. Este Manual depois de um longo período em que esteve esgotado foi reeditado em outubro de 1996 na Inglaterra.

e) Williston Walker, Creeds and Platforms of Congregationalism. Livro fundamental.

f) P.T.Forsyth, saudado pelo Dr. Dale como “o maior dos teólogos congregacionais” é autor de “The Church and the Sacraments”, “The Principle of Authority”, “The Work of Christ”, “The Cruciality of the Cross”, “Congregationalism and Reunion”, “Positive Preaching and the Modern Mind”.

g) Alexander MacKennal, “Sketches in the Evolution of English Congregationalism”.

h) João Gomes da Rocha, “Lembranças do Passado”, Volumes I, II, III e IV de 1941, 1944, 1946 e 1956.

i) Fortunato Gomes da Luz. Esboço Histórico da Escola Dominical da Igreja Evangélica Fluminense, 1855-1932, 542 p. ilustrado. Este livro abrange muito mais do que seu título sugere; é, segundo Carl Hahn, a melhor história do Congregacionalismo no Brasil.

j) Ismael da Silva Júnior, “Notas Históricas sobre a Missão Evangelizadora do Brasil e Portugal”, 3v. Uma obra cronológica.

l) Henriqueta Rosa Fernandes Braga, Música Sacra Evangélica no Brasil, na verdade, uma outra obra cujo título não revela seu rico conteúdo sobre o congregacionalismo no Brasil. É um trabalho de alto valor científico, dado sua ampla documentação.

m) Manoel da Silveira Porto Filho, Congregacionalismo Brasileiro: Funda-mentos Históricos e Doutrinários. 1983.

n) Salustiano Pereira Cesar, O Congregacionalismo no Brasil: Fatos e Feitos Históricos. Rio de Janeiro, OMEB, 1983.

o) Ismael da Silva Júnior, Heróis da Fé Congregacionais. 2v. 1972.

p) Lyndon de Araújo Santos, Os Mascates da Fé: Contexto e Cotidiano da Igreja Evangélica Fluminense (1855-1900). 1995. Dissertação não publicada. 1995.

q) William B. Forsyth. The Wolf from Scotland; the story of Robert Reid Kalley - pioneer missionary. 1988.

KALLEY E AS BASES DO CONGREGACIONALISMO BRASILEIRO


Quando perdemos a noção histórica do passado, perdemos o sentido do presente, e a razão do futuro. Portanto pensar em Robert Reid Kalley e no Congregacionalismo brasileiro é reconhecer o valor histórico do seu pioneirismo em terras brasileiras; reconhecer os desbravadores da proclamação do Evangelho no Brasil e da consolidação de uma igreja genuinamente nacional.

Sua missão na Ilha da Madeira

Dr. Robert Reid Kalley chega em Funchal, capital da Madeira (Portugal) em 12 de outubro de 1838. No dia 08 de julho de 1839 foi ordenado pela Sociedade Missionária de Londres, esta de caráter interdenominacional, porém seus fundos e pessoal procediam majoritariamente dos congregacionais. Em 1840, Kalley abriu um pequeno hospital com dezoito leitos, com farmácia e consultório de graça para os pobres. Quase cinqüenta pessoas eram atendidas diariamente. As consultas eram feitas logo depois de um pequeno culto em que ele lia e explicava as Escrituras e fazia uma oração. Seguia a mesma prática quando fazia visitas aos pacientes em suas casas. Utilizando seus próprios recursos e de amigos, abriu escolas diurnas para as crianças e noturnas para os adultos, em vários pontos da ilha, nas quais as pessoas aprendiam a ler e aprendiam sobre as Escrituras. Foram mais de duas mil pessoas que aprenderam a ler, durante o tempo que funcionaram. Foi nesse período que Kalley compôs seus primeiros hinos e escreveu os seus primeiros tratados evangélicos para evangelizar o povo. Milhares de exemplares de Bíblias foram distribuídas. Aos domingos muita gente reunia-se nas montanhas para ouvir a pregação do Evangelho e cantar os hinos calvinistas, como eram regularmente chamados os discípulos de Kalley.
Depois do desenvolvimento do trabalho na ilha, veio uma reação antiprotestante, trazendo uma grande perseguição a Kalley e aos seus convertidos, forçando a saída de Kalley e dos crentes madeirenses da ilha. O episódio é chamado por alguns historiadores de “Noite de São Bartolomeu da Madeira”, se referindo a perseguição dos huguenotes na França. Disfarçado como uma mulher doente, Kalley foi conduzido em uma rede, e partiu em um navio inglês ancorado na baía de Funchal. Sua casa, seus móveis, equipamento médico, biblioteca e manuscritos foram queimados publicamente pelos perseguidores. O hospital saqueado, e muitas das escolas que ele fundou queimadas, bem como todas as Bíblias e literatura evangélica encontrada. 

Sua missão no Brasil

Kalley e sua esposa D. Sarah no dia 19 de agosto de 1855 numa singela reunião com crianças em Petrópolis, Rio de Janeiro da início ao trabalho de evangelização do Brasil. Estava iniciando a primeira Escola Dominical e as origens da primeira igreja evangélica brasileiras. É evidente que a maior conquista de Kalley no Brasil foi à fundação e organização de uma igreja nacional e auto-sustentada, a primeira igreja evangélica do Brasil, a Igreja Evangélica Fluminense na capital do Império. A forma congregacional de administração foi estabelecida, sendo as assembléias formais dos membros para a tomada de decisões. Uma igreja independente, não sujeita a qualquer organização superior. Kalley organiza esta igreja com presbíteros e diáconos eleitos para servir como conselheiros. Numa assembléia eles são membros votantes como qualquer outro.
Evangelistas e colportores treinados e sustentados por Kalley espalharam a mensagem do Evangelho por diferentes áreas do país, chegando na região do nordeste, propriamente na cidade do Recife em Pernambuco, onde o próprio Kalley organizou a Igreja Evangélica Pernambucana no ano de 1873 e a partir desta igreja outras serão implantadas em outros estados do nordeste.
Kalley volta para a Escócia em 10 de julho de 1876, vindo a falecer em 07 de janeiro de 1888. Mesmo depois de sua morte D. Sarah Kalley cria a Help for Brazil Mission, com o objetivo de enviar obreiros para trabalharem juntos as igrejas congregacionais.

Alguns aspectos teológicos

Kalley era movido fortemente pela sua vocação, ele tinha uma grande consciência e visão missionária. Exerceu seu ministério em Portugal (Ilha da Madeira), Estados Unidos, Brasil e Palestina. Sua contribuição e influência alcançaram outros grupos que chegaram depois dele, através dos hinos e método de evangelização.
Sua teologia é percebida pelos hinos escritos por ele e sua esposa, seus sermões[1][1] e a Breve Exposição das Doutrinas Fundamentais do Cristianismo. Encontramos a influência puritano-calvinista em Kalley:
         Uma forte ênfase à observância do domingo: ninguém era admitido como membro da igreja se não o observasse criteriosamente, mantendo-se afastado das atividades seculares. Esta observância ao domingo era uma marca presente nas igrejas congregacionais, como por exemplo, a Igreja Evangélica Congregacional de Campina Grande-PB, que em algumas de suas atas no pastorado do Rev. João Clímaco Ximenes encontramos este assunto em pauta[2][2].
         Visão puritana da jornada e batalha espiritual do cristão. Publicou a biografia de John Bunyan, e as suas duas famosas obras: “O Peregrino” e “A guerra contra a famosa cidade de Almahumana”. Os Kalleys ao publicarem essas obras expressavam sua fé puritana e protestante. A teologia dessas obras é perceptível em alguns hinos do nosso Salmos & Hinos.
         O estilo de culto simples e centralizado na pregação da Palavra. Esta simplicidade enfatizava a natureza essencialmente interior e espiritual do culto. Talvez por isso que os prédios das igrejas fossem chamados de “Casa de oração”, enfatizando o aspecto doméstico do culto como um encontro espiritual da família com o seu Pai celestial. A centralidade da pregação mostra sua paixão pela verdade doutrinária.
         A doutrina da Predestinação. A Breve Exposição declara, em seu artigo 19, que a Igreja de Cristo é composta “de todos os sinceros crentes no Redentor, os quais foram escolhidos por Deus, antes de haver mundo, para serem chamados e convertidos nesta vida, e glorificados durante a eternidade”. Percebemos aqui a doutrina bíblica da eleição. Em sua confissão de fé preparada para sua ordenação declara como se vê no trecho: “... Eu creio que Jesus em sua morte tinha em mente todos aqueles para os quais Ele tornou-se substituto, todos aqueles que serão finalmente salvos. Essa me parece ser a doutrina da Bíblia. Eu não creio que ela (a doutrina da Eleição) de qualquer forma (...) nos impede de oferecer de maneira plena e gratuita a salvação”[3][3]. Notamos a visão equilibrada de Kalley de que a doutrina bíblica da Eleição não nos impede da evangelização dos homens. Nos Samos & Hinos encontramos o hino de n° 358 com uma ênfase marcadamente calvinista, destacando a doutrina da predestinação:
                                  “As tuas mãos dirigem meu destino.
                                  Oh Deus de amor; folgo em que assim!
                              Teus são os meus poderes, minha vida!
                              Em tudo, eterno Pai, dispõe de mim!
                                 Meus dias sejam curtos ou compridos,
                                   Passados em tristezas ou prazer,
                              Em sombra ou luz – é tudo como ordenas!
                                        E tudo bom, se for do teu querer”.
Sarah P. Kalley

Considerações finais

Hoje é possível alguém ir a uma igreja congregacional e ficar em dúvida se aquela é uma igreja congregacional de fato, quando algumas doutrinas e práticas anti-bíblicas descaracterizam a mesma. Talvez que o desejo de popularidade e a vaidade estejam levando ministros e igrejas a cometerem a perversidade de destruição da identidade congregacional.
Levantemos nossas vozes para dizer não à deformação da nossa identidade. Firmes prossigamos defendendo nossas doutrinas que são bíblicas e por isso são verdadeiras. Parabéns ao congregacionalismo no Brasil pelos seus 151 anos de existência e EVANGELIZAÇÃO DO BRASIL.

Rev. Anacleto Inácio*
pranacleto@hotmail.com